27/06/2013. Por conta dos protestos que assolam o Brasil, pela terceira vez saí um pouco mais cedo do trabalho. Resolvi ir a pé. Em frente a sub-prefeitura a policia militar montou uma forte barreira para proteger as portas de vidro. Percebo que os ônibus mudaram o itinerário circulando pelas ruas vicinais.
Na principal, num ponto de ônibus, um Senhor de idade aguarda sozinho um ônibus. Logo lhe sugiro se dirigir à rua interna. Uma senhora idosa, insegura, que logo lembra minha mãe, me dando um aperto no coração, com voz chorosa mostra sua preocupação em ir pra casa, também lhe explico pra onde se dirigir.
Causando uma certa estranheza em mim acostumado ao forte tráfego na rua principal, vejo jovens e famílias caminhando calmamente, provavelmente se dirigindo para o ponto central da manifestação, dando a mesma impressão de grande grupos de pessoas que se dirigem a um grande show de rock.
Mais a frente percebo a rua totalmente fechada pelos manifestantes. Quando mais jovem com certeza me misturaria com a multidão, mas hoje procuro evitar aglomerações, pode não sair coisa boa dali, entro na primeira rua a esquerda, logo dobrando a direita e seguindo pra casa por um local que nada se percebe da agitação na principal.
