Começo a pensar numa maneira de passar o tempo mais rápido.
Redijo mentalmente um texto, e o reescrevo umas
cinco vezes até fixá-lo na minha cabeça.
Serve como exercício para memória.
Nisso se passam uns 20 minutos. Nada mal, mas nada do meu ônibus aparecer, e ninguém sabe do horário dele. Parece
que ninguém vai pra esse lugar. Deve ser fim de mundo.
Um cara forte chega puxando assunto. Passa uma senhora, e lhe dá a paz do Senhor.
Fico atento.
Há uma conversa de que uma
pessoa tentando se passar por evangélico, se aproxima das pessoas com
conversa mole, e num gesto rápido - de surpresa - se aproveitando da distração de alguém, aplica injeção
contaminada com HIV. Provavelmente se trada de lenda urbana.
Olho para os lados. Ninguém. De repente todos pegaram o seu ônibus, e o ponto ficou deserto.
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