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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Um ano se passou

Hoje, 21/05/08 faz um ano que Wilson faleceu. Tinha 44 anos, professor de educação física, malhava, era do tipo saradão. Uma infecção generalizada o levou de uma vez por todas. Foi rápido, apenas dois dias internados. Uma pessoa no melhor de sua forma física de uma hora pra outra partir assusta. Bem, já se passou um ano. Deixou uma viúva e uma criancinha órfã. Não tivemos mais notícias  da família.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Notícia

Havia dois Wilson's no local de trabalho. Um, de 44 anos, vulgo mico. Outro, um engenheiro de 70 anos. O de 44, faleceu. No dia do velório, um dos motoristas viajara a trabalho pela manhã, e não soubera da notícia. Ao chegar no local de trabalho às 14 horas, foi notificado pela Marta. Andando pelo corredor, dá um berro espetacular.



- Marta, o Wilson está vivo, berrou o jovem motorista.

- Não é esse, o de 70 anos, respondeu Marta; trata-se do outro, o Mico, o de 44.

sábado, 9 de junho de 2007

Entardecendo


Os vinte aos trinta e cinco anos, são a melhor época de nossa vida. Estamos no auge de nossas forças, disposição, energia, e ainda descobrindo muita coisa. Descobrindo e desfrutando. Gostamos de música, cinema, como nunca. É uma fase em que estudamos, trabalhamos, e ainda estamos solteiros, ainda não temos tanta responsabilidade na cabeça. Os problemas - que nos parecem grandes - na verdade são simples se comparados com o entardecer de nossas vidas. Nem sabemos, nem passa pela nossa cabeça o que estaremos fazendo, ou o que terá acontecido quando chegarmos aos 45 anos.

A imagem ainda está nítida na minha cabeça. Num sábado, no local combinado, Wilson chega, de bicicleta, com os discos de vinil dos Kraftwerk que copiarei para fitas cassete durante o fim de semana. Bons tempos esses, inocentes, em que não pensávamos no futuro, não o temíamos. Simplesmente vivíamos, aproveitando ao máximo as coisas daquela época.

Naquele tempo, o ritmo de vida era mais lento, menos corrido, menos estressante. Tempo em que ainda não existia o vídeo-cassete. Os filmes que estreavam no cinema, levavam anos pra chegar a televisão, e põe anos nisso. Quando gostava de um filme, geralmente assistia duas sessões contínuas no cinema. Hoje a oferta de filmes em dvd's é tão grande, que nunca guardo a história, geralmente não sei se já o assisti antes ou não. Já aluguei filme, e só depois de uns trinta minutos assistindo é que descobri que já o tinha assistido.

sábado, 26 de maio de 2007

Wilson

Amava os Bee-Gees, como também gostava do Kraftwerk, do Pink-Floyd. Era ainda jovem nos seus 44 anos. Deixou uma esposa e um filho de 03 anos. Foi tão repentino. Cinco dias de febre, e sem comer. No trabalho, nada percebemos. Apenas, no terceiro dia, o achamos meio quieto. Mas nada de assustador. Assustador foi a notícia na segunda-feira. Ele se internara no sábado, e na segunda bem cedo morrera de infecção generalizada. Levamos duas horas pra acreditar, entre ligar pro hospital e confirmar se tratava realmente dele, afinal poderia haver um engano, tava bem vivo 03 dias atrás, e aparentemente, com muita saúde. Na mesma sala em que trabalhava, mais dois colegas se ausentaram do local de trabalho devido a sintomas de gripe. Ao saberem, por telefone, do acontecido, e como apresentavam os mesmos sintomas, imediatamente foram ao médico. Nada tinham de grave.

Do acontecido, inicialmente anunciaram que se tratava de pneumonia dupla. Googlei. O que achei, não tem nada de tão fatalmente rápido assim. Normalmente, a pneumonia é mais grava para fumantes e consumidores de álcool. Ele nada disso fazia, era sarado, professor de educação física, malhava, dava aulas na academia.